O Conexão Cultural, parceiro do Blog do Airu, teve a alegria de conhecer um brasileiro para lá de criativo. Ele é daqueles que fazem o dia ficar mais bonito, ele cria com a alma e não com a mente. O nome dele é Hélio Leites. Para os que conhecem, já devem ter visto o vídeo dele do projeto “O Que é Tristeza para Você?”. No vídeo das muitas receitas de vida, uma em destaque é: O pior desemprego do mundo é fazer o que não gosta! Confira abaixo:
Nascido onde, não importa, muito menos em qual dia. Paranaense e filho de Dona Maria Emília. Isso basta. Ele olha para mim, no hall do Itaú Cultural, rodeado com suas miniaturas e histórias e me diz: “Não se preocupe com o caminho! Cuide do sonho, porque o sonho inventa o caminho.” Esse é Hélio Leites! Uma caneta feita com barro por uma professora de infância despertou nele o encanto pela arte e o transformou em um verdadeiro restaurador de sonhos.
Um jornalista tentou descrevê-lo: “Se tivéssemos que traduzir, em parábola gastronômica, a impressão deixada pela personalidade de Hélio Leites, diríamos estar perante o resultado da seguinte receita: 400 gramas de gênio, tipo Salvador Dali, 300 gramas de loucura saudável, 200 gramas de Budismo Zen, na versão tropical, 100 gramas de franciscanismo ou freudianismo, conforme os gostos, não esquecendo um pau de canela”. ( Mendanha, V. 1997)
O pequeno surgiu em sua vida a partir do botão, quando, ainda criança, encontrou um botão na rua e guardou. Sua mãe recomendava: “Todas as coisas úteis encontradas deveriam ser guardadas e reutilizadas”. A partir daí, abriu-se a possibilidade da descoberta do universo mágico num espaço tão diminuto como o botão. Foi a partir desse microuniverso que Hélio passou a potencializar o pequeno: recolhendo objetos abandonados e oferecendo a eles abrigo nas miniaturas.
Cascas de pinhão, amendoim e noz, palitos queimados, palitos de sorvete, latas de sardinha, caixas de sabonete, restos de lápis apontados, serragem, caixas de fósforo, sapatos abandonados…. sem parar! “Faço miniaturas para que não se perca a essência da proporção”, justifica Hélio. Linda fonte de inspiração para um Brasil mais criativo e com + AMOR!
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